Imagine uma catástrofe marinha, na qual o peixe-boi foi para o campo e o peixe-serra resolveu arrumar as malas e ir para a carpintaria mais próxima. Não há peixes no mar. Não há corais. Não há água. Vejo as coisas assim. Está tudo um senhor caos. O pescador agora navega na internet e estrelas do mar já procuram o céu da boca ou a Via Lactea. Não há mar, não há celebridades. Sabe um mato sem saida? Você olha para um lado e dá de cara com um capim santo, olha para outro e está uma plantação de cana de açúcar... Bom, isso está muito louco pra você entender. Eu sou muito louca pra você entender.
E que eu deixe claro: entender o que penso é mais difícil que vestibular para Deus. Não sei se deu pra perceber, mas ele está lá há muito e por isso ninguém passa nesse concurso. Se é que vocês me compreendem...
Mas quem disse que eu quero me entendam? Não. Só que aceitem. Os que são facilmente explicados, são facilmente previsíveis. E isso, como dizia o poeta holandês, não é mara. Estou tentando, faz é tempo, esclarecer os fatos.
Quer saber? Apesar de imersa no mundo sem vida de eterna catástrofe, eu sempre estou no lugar certo, apesar de tudo. Muito, prazer, pode chamar-me de leão-marinho. Sobrevivente, com honras, da floresta do Congo. Só por que é uma floresta tropical, não quer dizer que não tenha seus perigos. Ah, tem! E como tem... Cadê minha água? Como viver sem o que eu mais preciso? Ela chega até mim pela chuva, pelo lago, pelo suor. Não é suficiente. Eu quero mais água. Eu quero minha vida de volta. Nada de catástrofes. Nada de pessoas me entendendo. Nada de adaptações.
*Post pessoal, altamente viajado, escrito com muito sono e muita raiva. Desconsidere e vá dormir.
Cinthia Ferreira
RE: jofersilva.blogspot.com
4 dias atrás



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