Postado por Cinthia Ferreira |

07:10

Diário de embarque

Postado por Cinthia Ferreira |

Todo mundo me fala isso. Então, querendo ou não aprendi por osmose. Veja sempre o lado bom das coisas, minha filha. E o incrível que o lado bom das coisas sempre alguma coisa bem idiota. Do tipo, choveu, eu me molhei. Depois, fui assaltada. A maré de azar não obstante, levo a bela de uma topada. Sabe qual é o lado bom da coisa que me diriam? Você está viva. OOOOOlha, acredita que nem eu tinha notado?! Bom, nessa brincadeirinha, ando vendo demais o lado bom das coisas.

O ônibus

Mudei-me para onde o vento faz a volta. Descobri que uma das grandes vantagens de se morar longe é absolutamente nenhuma. Você nunca chega em casa cedo nem sua casa está perto de você quando bate aquele cansaço e está o maior toró. Água na canela, você praticamente nadando. A única coisa que eu realmente penso numa hora dessa é quando meu bendito ônibus vai chegar. Bom, se eu fosse me preocupar com isso todas as vezes, com certeza, passaria uma vida e meia xingando as distâncias que incorrem no meu caminho. Eu já disse que que viver é difícil?

Quando você mora longe, principalmente quando você é estudante ferrado na vida, seu maior companheiro nas viagens é o ônibus. Gente... o ônibus. Como me mudei agora pouco ainda estava me acostumando com a ideia de pegar novas linhas por itinerários novos. Mas, acostumei-me. E é aí onde está o perigo. Se acostumar a pegar ônibus é uma tragédia. Sabe quando vocÊ nota quando a situação está crítica? Quando você começa a pegar coais apara se distrair no caminho. E não são quaisquer coisas não, são comidas. Meu mundo caiu mesmo, peguei duas pipocas e dois bombons. Parece uma atitude inocente, mas não se deixe enganar. Quando todos falam que você exagera nas porcarias e até mesmo vocÊ percebe isso e a única coisa que você pensa para se entreter é comer porcaria... Só lamento.

Depois daquele belo dia de trabalho, peguei o ônibus. Não o que ue deveria pegar, porque claro, quando eu estava quase chegando à parada, ele passou. Um só, não. Três seguidos. Esse aí, ia me deixar na frente de casa, o que eu peguei, a léguas. Lindo para minha cara. Tudo bem, porque ninguém merece ficar na parada de ônibus na hora do rush. Além do seu ônibus nunca chegar, quando chega é como? Lotadênho, man! Peguei.

Resolvi deixar as pipocas de lado e tornar meu tempo perdido no caminho e escrever minhas experiências no busão, rumo à Never Land. O diário de uma viajante de rumo longíquo.

14:45

Em uma noite entediante demais para se escrever...

Postado por Cinthia Ferreira |

...
24 frases mais ditas antes da morte

1. ‘Atira se for homem!’
2. ‘Atravessa correndo que dá.’
3. ‘Ah, não se preocupe, o que não mata, engorda’
4. ‘Fica tranqüilo que este alicate é isolado’
5. ‘Sabe qual a chance de isso acontecer? Uma em um milhão’
6. ‘Adoro essas ruas, pois são super tranqüilas’
7. ‘Tem certeza que não tem perigo?’
8. ‘Pode pular sossegado. Eu mesmo dobrei o seu pára-quedas’
9. ‘Aqui é o PT-965 decolando em seu primeiro vôo solo’
10. ‘Confie em mim’
11. ‘Aqui é o piloto. Vamos passar por uma ligeira turbulência’
12. ‘Capacete? Imagine! Ta calor’
13. ‘Eu sempre mudei a temperatura do chuveiro com ele ligado. Não ia ser hoje que alguma coisa iria acontecer’
14. ‘Deixa comigo’
15. ‘Desce desse ônibus e me encara de frente, sua bicha!’
16. ‘Você é grande, mas não é dois!’
17. ‘Kung-Fu nada. Eu vou acabar com você’
18. ‘Vamos lá que não tem erro’
19. ‘Seja o que Deus quiser’
20. ‘Pode mexer. É Pitbull, mas é mansinho’
21. ‘JERONIMOOOOOOOOOOOOOOOO…’
22. ‘Pode cortar… tenho certeza que é o fio azul!’
23. ‘Pra que serve esse botão?’
24. Não ta carregada!’

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RÁ. ¬¬°

14:17

Are Baba!

Postado por Cinthia Ferreira |

Indiana diz que chora sangue em vez de lágrimas

'Eu não sinto qualquer dor quando isso acontece', disse Rashida Khatoon.
Médicos ainda não sabem o que provoca as supostas lágrimas de sangue.

Do G1, em São Paulo

A jovem Rashida Khatoon virou o centro das atenções em região da Índia por supostamente chorar sangue em vez de lágrimas, segundo o tabloide inglês "The Sun".



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"Eu não sinto qualquer dor quando isso acontece, mas é um choque ver sangue em vez de lágrimas", afirmou Rashida.


Foto: Reprodução/The Sun
Rashida Khatoon chora sangue em vez de lágrimas, segundo jornal. (Foto: Reprodução/The Sun)

A jovem foi examinada por médicos em Patna, no nordeste do país, mas eles ainda não sabem o que provoca as lágrimas de sangue.

No entanto, para religiosos do país, trata-se de um milagre. Alguns seguidores têm feito peregrinação até sua casa, oferecendo presentes, de acordo com o jornal.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1126555-6091,00-INDIANA+DIZ+QUE+CHORA+SANGUE+EM+VEZ+DE+LAGRIMAS.html

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Haja coisa estranha que aparece pelas bandas da índia. :S

13:33

O improvável? É aqui mesmo. Pode Sentar.

Postado por Cinthia Ferreira |

Gente, acho que vou me patentear. Ninguém vai poder ser igual a mim. Gente, como é que pode uma pessoa sofrer uma tentativa de assalto e levar uma pedrada de um doida no MESMO dia? Não existe. Estou pagando para ver pessoa assim. Deixa eu ser sincera, nunca quis ser chama de confusão, mas vou te contar, de certa forma isso é muito bom para uma futura jornalista.Tá, tudo bem. Levar pedrada não é nada legal. E eu tbm acho! Mas imagina o improvável acontecendo do meu lado? Isso seria ótimo do ponto de vista capitalista.

Bom, isso não é muito interessante de se ler, nem vai acrescentar muito a sua vida, porém, às vezes, é bom ler algo assim. Deixa eu te contar como aconteceram esses episódios.
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(O nome do lugar será preservado para eu não ter problemas com a Secretaria de Turismo), 20 de abril de 2009.

Em minha caminhada matinal de 4km, vinha eu à 2m/s. Isso é bem rápido. Tenho um certo problema de coordenação motora com minhas pernas, porque elas não obedecem meu ritmo mental. São muito rápidas. Adquiri esse hábito, após um assalto. Fiquei no subconsciente que só fui assaltada naquele dia porque estava andando devagar. Se você notar faz um pouco de sentido, mas não entremos nesse mérito, pois o fato é: desde esse dia, nunca mais voltei andar feito gente. Passos largos, segurança larga.

Então, voltando ao dia 17, estava eu indo para casa quando resolvi pegar aquele famoso atalho, do qual todos falam que é perigoso. Sabe aquele dia em que você está morto de cansaço e pensa: -poxa vou por aqui mesmo, num tem ninguém... Não acredito que vá acontecer um crime comigo! Ledo engano amiguinho! Acontece! E, principalmente, se for eu que tiver pensado isso. Entrei na bendita (?) rua. Imergi numa caixa de alívio quando não tinha visto ninguém. Para ai nessa cena e se transporta para a que eu vou descrever agora. Era uma rua arborizada, um aviso aos leitores: cuidado com ruas assim. Toda floresta tem um lobo mau. Não era movimentada, poucas casas. Aquele tipo de vizinhança, cada um no seu quadrado, sabe?

Bom, não era retinínia, ela tinha forma de L, mais um sinal: Não entre em mim. Assaltantes escondidos nas árvores e na dobra da rua. Eu ignorei os SINAIS, CARA! O cansaço falou mais alto. Depois do alívio, vem uma bigorna e cai na minha cabeça. Dois malas. Um cheirando cola e o outro com uma sacola. Se isso um dia lhe ocorrer (Deus te livre e proteja), o mais perigoso é sempre o da sacola. E foi ele que me abordou.

Nessa hora passa sua vida como um filme. E aquela carga de arrependimento. "Não deveria ter vindo por aqui, sua burra". É a frase que grita na sua mente. Enfim, o cara, atravessando a rua, abordou-me assim: "ME DÁ CINCOENTA CENTAVO AI". O segredo é esse: "TENHO NÃO, FERA! (Sorrisinho, que dá uma vibe positiva, e sinal de legal (Y)). E o pior que eu realmente não tinha. Meu celular? Aquilo não é celular, é protótipo. Dessa forma, falei a verdade. Mas, se vc for assaltado, dê até a alma. Fique nu. Não reaja. Fica a dica. Apertei o passo e fui andando, fiz amizade. "Brodagi da sacola" mandou eu até ir com Deus!!! Não obstante da atitude do amigo, o "mano da cola", grita: "Ei, fulano, vai pegar ela não?". JURO a você, meu coração parou de bater, morri e voltei com uma voz me dizendo para correr. Corri. Não sei se eles estavam atrás de mim. Pernas para que te quero?

Cheguei em casa. Esbaforida.


[Eu sei que está muito grande esse post e isso cansa. vou ser mais breve.)

Nesse mesmo dia, à noite, aconteceu o segundo episódio. No outro dia, seria feriado. Já deu pra dar uma saca no BREU em que a cidade estava. Véspera de feriado. Eram, aproximadamente, 9h da noite. Quem tem aula nessa hora, nessas ocasiões sempre chora para o professor largar mais cedo. Ora, concorde comigo! Você nunca fez isso? Bom, foi exatamente o que eu fiz. "Professora, véspera de feriado é dia do mau. A cidade está um breu, dá pra largar mais cedo?". Graças à Deus, ela aceitou.

Vinha eu pela avenida principal. No meu passinho da ema. Juro que nessa velocidade, até andando para trás, chegaria a qualquer ponto do mundo mais rápido que o Rubinho. Estava tudo um pouco movimentado. Apesar dos óculos, avistei uma velhinha, em um orelhão a uns 100 metros de distância. Nada perigoso. Continuei. Ao me aproximar, cada vez mais, ela pude notar sinais. Não são coisas da minha mente, antes de tudo acontecer SEMPRE tem os avisos. Se ocorre algo com você, sinto muito, mas pode olhar que teve sinais. Ela estava no orelhão. Do nada, joga o fone e o deixa pendurado. Sabe com que parecia? Um pêndulo. Nisso, estava eu a uns 50 metros.

Como tinha chovido muito, tinha poças enoooormes e super pretas. Nada romântico. Quando aquela senhora pôs o pé dentro dá lama suja. Foi instantâneo. "Ela é doida", pensei. Meu sistema nervoso é muito nervoso. Corri. Ao passar por ela, naquela velha história de visão de rabo de olho, vi o instrumento de minha possível morte. A pedra. A insana pegou uma pedra. Sinal: a minha mente reproduziu a dor da pedra na minha cabeça. Corri mais e me escondi atrás de um poste. Foi um filme. Questão de segundos. PÁAAAAAA. Não, não foi em mim. Foi no poste. Nasci de novo. Guardei a comemoração para depois. Corri. Foi Deus, cara!

Cheguei em casa. Esbaforida.

18:41

Catástrofe marinha.

Postado por Cinthia Ferreira |

Imagine uma catástrofe marinha, na qual o peixe-boi foi para o campo e o peixe-serra resolveu arrumar as malas e ir para a carpintaria mais próxima. Não há peixes no mar. Não há corais. Não há água. Vejo as coisas assim. Está tudo um senhor caos. O pescador agora navega na internet e estrelas do mar já procuram o céu da boca ou a Via Lactea. Não há mar, não há celebridades. Sabe um mato sem saida? Você olha para um lado e dá de cara com um capim santo, olha para outro e está uma plantação de cana de açúcar... Bom, isso está muito louco pra você entender. Eu sou muito louca pra você entender.
E que eu deixe claro: entender o que penso é mais difícil que vestibular para Deus. Não sei se deu pra perceber, mas ele está lá há muito e por isso ninguém passa nesse concurso. Se é que vocês me compreendem...
Mas quem disse que eu quero me entendam? Não. Só que aceitem. Os que são facilmente explicados, são facilmente previsíveis. E isso, como dizia o poeta holandês, não é mara. Estou tentando, faz é tempo, esclarecer os fatos.
Quer saber? Apesar de imersa no mundo sem vida de eterna catástrofe, eu sempre estou no lugar certo, apesar de tudo. Muito, prazer, pode chamar-me de leão-marinho. Sobrevivente, com honras, da floresta do Congo. Só por que é uma floresta tropical, não quer dizer que não tenha seus perigos. Ah, tem! E como tem... Cadê minha água? Como viver sem o que eu mais preciso? Ela chega até mim pela chuva, pelo lago, pelo suor. Não é suficiente. Eu quero mais água. Eu quero minha vida de volta. Nada de catástrofes. Nada de pessoas me entendendo. Nada de adaptações.


*Post pessoal, altamente viajado, escrito com muito sono e muita raiva. Desconsidere e vá dormir.

Cinthia Ferreira

19:01

Insana Modernidade

Postado por Cinthia Ferreira |


Pronto era só o que me faltava! Mais um site de relacionamentos que geram aquelas febres mundiais. Sinceramente, ainda não consegui decifrar o real sentido do Twitter. Burrice minha? Talvez.

Prefiro, o bom e velho torpedinho de celular (VIA WEB, claro), por que ninguém merece gastar crédito por míseras palavrinhas. Bom, mas como tudo muda, eu tenho que estar a par das mudanças.

Se veio o Twitter, criemos uma conta lá!

Até eu descobrir para que aquilo serve, baboseiras pra quê te quero?!

www.twiter.com/cinthel

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